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Eletrónica e energia

Melhores GPS com sonda para barco: como escolher o plotter

Um bom plotter com sonda reúne cartografia, posição GPS e profundidade num único ecrã. O que conta é o tamanho, o transdutor e as cartas, não o número de funções.

Por Equipa BarcoEquipado Atualizado em 3 min de leitura

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Como escolher um GPS com sonda

Um equipamento combinado, o clássico plotter com sonda, serve para três coisas: saber onde está na carta, ver o que existe debaixo do casco e planear rotas. Antes de comparar modelos, defina para que vai usá-lo. Quem sai à pesca a cinco milhas não precisa do mesmo que quem atravessa o Algarve a Gibraltar num veleiro.

Há três decisões que pesam mais do que qualquer número da ficha: o tamanho do ecrã, a qualidade do transdutor e a cartografia incluída ou disponível para adicionar.

Tamanho do ecrã e utilização

Um ecrã maior vê-se melhor, mas ocupa espaço e consome mais. Verifique se é legível sob sol forte, com tratamento antirreflexo, e se pode ser usado com luvas ou com o barco em movimento. Os modelos tácteis são cómodos com mar chão, mas convém que mantenham botões físicos para o mar picado.

Tipo de barcoEcrã indicativoComentário
Bote pneumático ou auxiliar4-5 polegadasCompacto, baixo consumo, suporte articulado
Lancha aberta ou pesca costeira7-9 polegadasBom equilíbrio entre visibilidade e preço
Barco de cabine de 7 a 10 m9-12 polegadasAceita rede NMEA e vários sensores
Veleiro de cruzeiro9-12 polegadasInteressa mais a cartografia do que a sonda

A sonda: CHIRP, frequências e transdutor

A sonda é a parte mais mal compreendida. Um transdutor CHIRP emite uma varredura de frequências em vez de um único pulso e distingue melhor o peixe e o fundo duro do mole. Em águas costeiras costuma bastar uma frequência de cerca de 200 kHz; as baixas, à volta de 50 kHz, vão mais fundo mas com menos detalhe.

  • Transdutor de painel de popa: o mais simples de montar em lanchas abertas e pneumáticos.
  • Passa-casco: dá a melhor leitura em velocidade, mas obriga a furar o casco.
  • Interior colado ao casco: evita o furo, embora perca alguma potência e não sirva para todos os cascos.

A leitura degrada-se com a velocidade e a turbulência, por isso a posição do transdutor conta tanto como o equipamento. Coloque-o longe do hélice e de tudo o que gere bolhas.

Dica: se pesca, privilegie um bom transdutor CHIRP e um ecrã com zoom de fundo. Se navega, privilegie a cartografia e a fiabilidade do GPS.

Cartografia e ligações

Confirme que cartas vêm de origem e quais é preciso comprar à parte. Algumas marcas trazem cartografia base da costa e exigem licença para o detalhe de portos e batimetria. É normal atualizar por cartão SD ou por wifi.

Pondere também a conectividade: NMEA 0183 ou 2000 para ligar ao piloto automático, VHF ou AIS, e wifi para atualizar e ver o equipamento no telemóvel. Se já tem uma antena VHF e AIS, verifique se o plotter recebe os dados do recetor.

Instalação e alimentação

  • Alimente o equipamento a partir de um quadro com fusível próprio e cabo de secção adequada. Uma queda de tensão provoca reinícios em plena manobra.
  • Escolha entre montagem em painel (embutido) ou em suporte orientável. O embutido fica mais limpo, mas não roda.
  • Vede com silicone marinho qualquer furo no convés ou na consola.
  • Deixe folga de cabo e evite que o do transdutor corra junto a cabos de potência: provoca ruído no ecrã.

Para verificar tensões e ligações, um bom multímetro é muito útil a bordo.

Erros comuns na compra

  • Comprar só pelas polegadas e esquecer o transdutor, que decide o que vê debaixo de água.
  • Escolher um equipamento de pesca para navegar, ou ao contrário: a cartografia e as funções de rota não são iguais.
  • Esquecer o consumo num barco com bateria pequena.
  • Confiar apenas no GPS eletrónico e não levar carta em papel, bússola e uma alternativa de reserva.

Atenção: um plotter ajuda a navegar, mas não substitui a vigia nem as cartas oficiais. Confirme sempre a profundidade real em porto e fundeadouros antes de confiar no ecrã.

A nossa equipa compara fichas técnicas, opiniões verificadas e critérios de utilização, mas não testa fisicamente os produtos: use os modelos acima como ponto de partida e confirme sempre medidas, frequências e compatibilidades na ficha.

Perguntas frequentes

Que GPS com sonda é melhor para um barco pequeno?+

Para uma lancha ou bote pneumático, um equipamento de 5 a 7 polegadas com sonda CHIRP e transdutor de painel de popa é suficiente e fácil de instalar. O importante é que o ecrã se veja ao sol e que o consumo seja baixo.

Qual é a diferença entre um plotter e uma sonda?+

O plotter mostra a sua posição GPS sobre uma carta náutica e permite traçar rotas. A sonda mede a profundidade e mostra o fundo com um transdutor. Os equipamentos combinados fazem as duas coisas num só ecrã.

Preciso de comprar cartografia à parte?+

Depende do modelo. Muitos trazem cartografia base e vendem as cartas detalhadas por zonas ou por subscrição. Confirme na ficha se cobre a costa portuguesa e a zona onde navega.

Posso instalar o transdutor sem furar o casco?+

Sim. Os de painel de popa aparafusam-se no espelho e alguns colam-se pelo interior do casco. Os passa-casco dão melhor leitura em velocidade, mas exigem um furo bem vedado.

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