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As nossas 3 favoritas
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Comparação de motores fora de borda a gasolina com stock
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Que potência precisa conforme o barco
A potência ideal depende do peso total (casco, motor, combustível, pessoas e carga) e de querer planar ou apenas deslocar-se. Um motor sobredimensionado custa mais, pesa mais e muitas vezes ultrapassa a potência máxima indicada na placa da embarcação. Um motor curto obriga a andar sempre no máximo e estraga-se mais depressa.
| Embarcação | Potência indicativa | Uso habitual |
|---|---|---|
| Tender ou bote de 2-2,5 m | 2-3,5 CV | Ir do fundeadouro a terra |
| Bote insuflável de 2,5-3,3 m | 3,5-6 CV | Passeio e banho; planeia com pouca carga |
| Semirrígido de 3,3-4 m | 6-15 CV | Navegação costeira e snorkeling |
| Barco de pesca de 4-5 m | 9,9-20 CV | Pesca e planeio com carga |
| Veleiro de 7-9 m como motor auxiliar | 6-9,9 CV (pé longo) | Manobras e entrada no porto |
São valores de referência. Antes de decidir, veja a potência máxima admitida na placa do seu barco e não a ultrapasse.
Dois tempos ou quatro tempos
Quatro tempos
É a opção mais habitual hoje. Gasta menos, faz menos ruído e fumo e não obriga a misturar óleo na gasolina. Em troca, pesa um pouco mais e é preciso verificar o nível de óleo do cárter. Para uso frequente e saídas longas, é a melhor escolha.
Dois tempos
Mais leve e simples, com boa resposta, mas consome e polui mais. Em potências pequenas continua prático para quem o transporta com frequência, sempre com a mistura correta indicada pelo fabricante. Se comprar um, veja antes o óleo para motor fora de borda adequado.
Dica: se vai levar o motor ao colo para o carro ou subi-lo para um veleiro, o peso conta mais do que os cavalos. Um motor de 15-20 kg é manejável; um de 30 kg já é uma tarefa.
Veio, arranque e pormenores que contam
- Veio curto ou longo: o curto (cerca de 38-43 cm) serve para botes insufláveis e barcos baixos; o longo (50-58 cm) para veleiros e barcos com popa alta. Se o veio não chegar à água, o hélice ventila.
- Arranque manual ou elétrico: o manual é mais leve e fiável; o elétrico é cómodo a partir de potências médias, mas acrescenta bateria e peso.
- Depósito integrado ou externo: em motores pequenos, o integrado simplifica o transporte; o externo dá mais autonomia. Veja os depósitos de combustível.
- Direção: cana para barcos pequenos, comando remoto em potências maiores.
- Alternador: útil se levar uma bateria a bordo para luzes ou eletrónica.
Manutenção básica para durar
- Enxague o circuito de refrigeração com água doce depois de cada saída no mar.
- Mude o óleo do motor e o do pé segundo as horas indicadas no manual.
- Troque o rotor da bomba de água todas as épocas ou a cada 100 horas, o que vier primeiro.
- Verifique o filtro de combustível, a vela e o estado das mangueiras.
- Use gasolina fresca. Se vai ficar parado, esvazie o carburador ou junte estabilizador.
- Controle os ânodos do pé e substitua-os quando estiverem gastos.
A rotina completa está no nosso guia de manutenção do motor fora de borda. Se um dia não pegar, comece pela lista de porque é que um fora de borda não arranca.
Atenção: nunca ligue um motor fora de água sem um sistema de lavagem: o rotor queima-se em segundos sem refrigeração.
Rodagem, combustível e transporte
Os motores novos costumam pedir uma rodagem nas primeiras horas: evite manter o regime máximo e siga o manual. Use sempre gasolina fresca e com a octanagem indicada pelo fabricante; o excesso de etanol degrada mangueiras e juntas com o tempo.
Ao transportá-lo, respeite a posição indicada no manual (normalmente vertical ou apoiado do lado correto) para que o óleo não entre nos cilindros nem pingue combustível. Leve também umas ferramentas básicas para fora de borda, uma vela sobressalente e um cabo de arranque de emergência: são baratos e podem poupar-lhe uma remada comprida.
Erros típicos na compra
- Escolher pelos cavalos e não pelo peso total nem pela potência máxima que o barco admite.
- Comprar veio curto num painel de popa alto, ou ao contrário.
- Esquecer que um motor de quatro tempos não deve ser inclinado ou guardado em qualquer posição: siga as instruções do fabricante.
- Não pensar nas peças e na assistência técnica: procure uma marca com sobressalentes na sua zona.
- Ignorar os requisitos de carta e registo para a potência que quer instalar. Consulte a legislação em vigor.
Perguntas frequentes
Que potência de fora de borda preciso para um bote de 3 metros?
Para um bote insuflável de cerca de 3 metros, o habitual é entre 3,5 e 6 CV para passeios tranquilos e entre 6 e 9,9 CV se quer planar com duas ou três pessoas. Verifique sempre a potência máxima da placa da embarcação.
É melhor um fora de borda de 2 ou de 4 tempos?
O de quatro tempos gasta menos, é mais silencioso e dispensa a mistura de óleo com a gasolina, por isso é a escolha mais comum. O de dois tempos é mais leve e simples, mas consome e polui mais.
O que é o veio curto e o veio longo?
É a distância entre o painel de popa e a placa antiventilação do motor. Veio curto (cerca de 38-43 cm) para botes insufláveis e barcos baixos e longo (50-58 cm) para veleiros e barcos com popa alta.
De quanto em quanto tempo se faz a revisão a um fora de borda a gasolina?
Uma revisão por época ou a cada 100 horas: óleo, filtro de combustível, vela, rotor e ânodos. Depois de cada saída no mar convém enxaguar com água doce.