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Motores e peças

Melhores motores fora de borda a gasolina pequenos: como escolher potência e tipo

Para um bote insuflável, um tender ou um barco de pesca, a chave não é ter mais cavalos, mas a potência certa, o veio correto e um motor que consiga manter. Estes são os critérios que contam antes de comprar.

Por Equipa BarcoEquipado Atualizado em 6 min de leitura
Motores fora de borda a gasolina

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Que potência precisa conforme o barco

A potência ideal depende do peso total (casco, motor, combustível, pessoas e carga) e de querer planar ou apenas deslocar-se. Um motor sobredimensionado custa mais, pesa mais e muitas vezes ultrapassa a potência máxima indicada na placa da embarcação. Um motor curto obriga a andar sempre no máximo e estraga-se mais depressa.

EmbarcaçãoPotência indicativaUso habitual
Tender ou bote de 2-2,5 m2-3,5 CVIr do fundeadouro a terra
Bote insuflável de 2,5-3,3 m3,5-6 CVPasseio e banho; planeia com pouca carga
Semirrígido de 3,3-4 m6-15 CVNavegação costeira e snorkeling
Barco de pesca de 4-5 m9,9-20 CVPesca e planeio com carga
Veleiro de 7-9 m como motor auxiliar6-9,9 CV (pé longo)Manobras e entrada no porto

São valores de referência. Antes de decidir, veja a potência máxima admitida na placa do seu barco e não a ultrapasse.

Dois tempos ou quatro tempos

Quatro tempos

É a opção mais habitual hoje. Gasta menos, faz menos ruído e fumo e não obriga a misturar óleo na gasolina. Em troca, pesa um pouco mais e é preciso verificar o nível de óleo do cárter. Para uso frequente e saídas longas, é a melhor escolha.

Dois tempos

Mais leve e simples, com boa resposta, mas consome e polui mais. Em potências pequenas continua prático para quem o transporta com frequência, sempre com a mistura correta indicada pelo fabricante. Se comprar um, veja antes o óleo para motor fora de borda adequado.

Dica: se vai levar o motor ao colo para o carro ou subi-lo para um veleiro, o peso conta mais do que os cavalos. Um motor de 15-20 kg é manejável; um de 30 kg já é uma tarefa.

Veio, arranque e pormenores que contam

  • Veio curto ou longo: o curto (cerca de 38-43 cm) serve para botes insufláveis e barcos baixos; o longo (50-58 cm) para veleiros e barcos com popa alta. Se o veio não chegar à água, o hélice ventila.
  • Arranque manual ou elétrico: o manual é mais leve e fiável; o elétrico é cómodo a partir de potências médias, mas acrescenta bateria e peso.
  • Depósito integrado ou externo: em motores pequenos, o integrado simplifica o transporte; o externo dá mais autonomia. Veja os depósitos de combustível.
  • Direção: cana para barcos pequenos, comando remoto em potências maiores.
  • Alternador: útil se levar uma bateria a bordo para luzes ou eletrónica.

Manutenção básica para durar

  1. Enxague o circuito de refrigeração com água doce depois de cada saída no mar.
  2. Mude o óleo do motor e o do pé segundo as horas indicadas no manual.
  3. Troque o rotor da bomba de água todas as épocas ou a cada 100 horas, o que vier primeiro.
  4. Verifique o filtro de combustível, a vela e o estado das mangueiras.
  5. Use gasolina fresca. Se vai ficar parado, esvazie o carburador ou junte estabilizador.
  6. Controle os ânodos do pé e substitua-os quando estiverem gastos.

A rotina completa está no nosso guia de manutenção do motor fora de borda. Se um dia não pegar, comece pela lista de porque é que um fora de borda não arranca.

Atenção: nunca ligue um motor fora de água sem um sistema de lavagem: o rotor queima-se em segundos sem refrigeração.

Rodagem, combustível e transporte

Os motores novos costumam pedir uma rodagem nas primeiras horas: evite manter o regime máximo e siga o manual. Use sempre gasolina fresca e com a octanagem indicada pelo fabricante; o excesso de etanol degrada mangueiras e juntas com o tempo.

Ao transportá-lo, respeite a posição indicada no manual (normalmente vertical ou apoiado do lado correto) para que o óleo não entre nos cilindros nem pingue combustível. Leve também umas ferramentas básicas para fora de borda, uma vela sobressalente e um cabo de arranque de emergência: são baratos e podem poupar-lhe uma remada comprida.

Erros típicos na compra

  • Escolher pelos cavalos e não pelo peso total nem pela potência máxima que o barco admite.
  • Comprar veio curto num painel de popa alto, ou ao contrário.
  • Esquecer que um motor de quatro tempos não deve ser inclinado ou guardado em qualquer posição: siga as instruções do fabricante.
  • Não pensar nas peças e na assistência técnica: procure uma marca com sobressalentes na sua zona.
  • Ignorar os requisitos de carta e registo para a potência que quer instalar. Consulte a legislação em vigor.

Perguntas frequentes

Que potência de fora de borda preciso para um bote de 3 metros?+

Para um bote insuflável de cerca de 3 metros, o habitual é entre 3,5 e 6 CV para passeios tranquilos e entre 6 e 9,9 CV se quer planar com duas ou três pessoas. Verifique sempre a potência máxima da placa da embarcação.

É melhor um fora de borda de 2 ou de 4 tempos?+

O de quatro tempos gasta menos, é mais silencioso e dispensa a mistura de óleo com a gasolina, por isso é a escolha mais comum. O de dois tempos é mais leve e simples, mas consome e polui mais.

O que é o veio curto e o veio longo?+

É a distância entre o painel de popa e a placa antiventilação do motor. Veio curto (cerca de 38-43 cm) para botes insufláveis e barcos baixos e longo (50-58 cm) para veleiros e barcos com popa alta.

De quanto em quanto tempo se faz a revisão a um fora de borda a gasolina?+

Uma revisão por época ou a cada 100 horas: óleo, filtro de combustível, vela, rotor e ânodos. Depois de cada saída no mar convém enxaguar com água doce.

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